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Corrida10 jun 2026· 2 min de leitura

Puma enfrenta novos processos de atletas de elite por alegadas lesões causadas pelas sapatilhas de competição

Dois atletas norte-americanos de pista processaram a Puma em junho, alegando que sapatilhas com placa de carbono lhes causaram lesões graves.

Redação GloryKiks

Pernas de um corredor em movimento durante uma prova de estrada

Foto: Mathias Reding · Unsplash

Em junho de 2026, dois atletas norte-americanos de pista e campo, o olímpico Damion Thomas Jr., que competiu em Tóquio nos 110 metros barreiras, e Champion Allison, campeão do mundo de 2022 na estafeta 4x400 metros, apresentaram processos contra a Puma num tribunal do Massachusetts, alegando que as sapatilhas de competição da marca lhes causaram lesões graves.

Os dois processos seguem-se ao de Abby Steiner, velocista que já tinha processado a Puma em abril de 2026 por motivos semelhantes, elevando para pelo menos três o número de atletas de elite com ações judiciais em curso contra a marca alemã por causa do seu calçado de competição.

O modelo no centro das queixas é o Puma Deviate Nitro Elite 2, uma sapatilha de pista com placa de carbono, referida nos próprios documentos judiciais.

Entre as lesões alegadas constam fraturas de stress, lesões ósseas por sobrecarga, problemas no tendão de Aquiles e deformidade de Haglund, um crescimento ósseo na parte posterior do calcanhar.

O que isto muda

Um detalhe pouco comum nos processos é a inclusão da Mercedes-Benz Grand Prix Ltd, equipa de Fórmula 1, como corré: a Puma tem recorrido à equipa de competição da Mercedes como parceira no desenvolvimento de parte do seu calçado de pista.

Os queixosos alegam que a Puma promoveu as sapatilhas como seguras e extensivamente testadas, tanto para atletas de elite como para corredores comuns, sem avisar adequadamente para os riscos associados à rigidez da placa e à geometria agressiva da sola.

Segundo os processos, Thomas e Allison começaram a usar calçado da Puma em 2022, tendo sofrido nos anos seguintes lesões que descrevem como determinantes para as suas carreiras desportivas.

Estes casos juntam-se a outros processos movidos anteriormente contra a Nike a propósito de sapatilhas com placa de carbono, alimentando uma discussão mais ampla sobre se a combinação de entressolas muito altas e placas rígidas aumenta o risco de lesão apesar dos ganhos de desempenho comprovados.

Até ao momento da cobertura destes casos pela imprensa desportiva norte-americana, a Puma não tinha reagido publicamente às acusações.

Fontes

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Escrito por Redação GloryKiks · 10 jun 2026